A filha de Lea, que não revelou a identidade, conta que sua mãe piorou depois de ter tomado calmante e glicose.

Lea Silvia morreu na UTI do hospital Santa Juliana na noite desta segunda-feira/Fotos: Wania Pinheiro
A dengue fez mais uma vítima fatal na noite desta segunda-feira (21). Trata-se da funcionária pública Lea Silvia Melo da Silva, 52 anos, que morreu no hospital Santa Juliana após ser internada com febre, frio, dores abdominais e na cabeça.
No laudo expedido pelo Hospital Santa Juliana consta que Lea morreu de choque hipovolêmico não hemorrágico, mas, segundo conta a aposentada Leidimar Rocha da Silva, 59 anos, o médico José Roberto teria afirmado que a paciente estava com dengue.
“Agora estão inventando outros nomes para confundir a família e a população. Ora, todos os sintomas são de dengue e isso foi confirmado pelo médico José Roberto e pelo exame que mostram as plaquetas bem abaixo do normal”, diz a aposentada que era amiga da vítima.

“Ela estava muito mal, pedia socorro, mas médica que a atendeu dizia que ela estava nervosa”, diz filha da vítima
Lea Silvia, que é funcionária da Secretaria de Estadual de Educação, havia passado pelo serviço de emergência da Unimed antes de ser internada no Santa Juliana. “Ela estava muito mal, pedia socorro, mas médica que a atendeu dizia que ela estava nervosa, que tinha que se acalmar”, lembra Leidimar.
Ainda quando estava na Unimed a médica que atendeu Lea mandou fazer exames para verificar suas plaquetas, e viu que estavam muito abaixo do normal.
A paciente deu entrada no Santa Juliana no sábado, e na madrugada de domingo ficou muito mal quando sua pressão chegou a medir 6 x 5. A filha de Lea, que não revelou a identidade, conta que sua mãe piorou depois de ter tomado calmante e glicose. “Depois disse ela foi internada na UTI do Santa Juliana, onde morreu às sete da noite”, diz a filha
Francisco Vieira Rosas, que também é funcionário público e amigo de Lea Silvia pergunta: “Como alguém pode morrer de dengue, uma doença que pode ser tratada com facilidade. Isso é um absurdo”, diz inconformado.
De acordo com ele, quem quiser morrer mais rápido é só procurar a UPA Tucumã, onde se pode ver pessoas chorando e gritando pelos cantos em busca de atendimento. “As autoridades do Acre devia ir a Manaus conhecer o Hospital Tropical que tem todo um preparo para atender as pessoas, principalmente as vítimas da dengue”, informa.
“O problema aqui no Acre é que quando as pessoas adoecem os médicos só receitam dipirona, e isso sem nem olhar pra cara da gente”, completa Leidimar Rocha.
Fonte: Contilnet








